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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Negro Gato

Brasil, Paraná, Caiobá. 
Foto de Zé Paulo



Negro Gato

Sou um negro gato de arrepiar
Essa minha história é mesmo de amargar
Só mesmo de um telhado, aos outros desacato
Eu sou um negro gato
Eu sou um negro gato

Minha triste história, vou lhes contar
E depois de ouvi-la, sei que vão chorar
Há tempos que eu não sei o que é um bom prato
Eu sou um negro gato
Eu sou um negro gato

Sete vidas tenho, para viver
Sete chances tenho, para vencer
Mas se não comer, acabo no buraco
Eu sou um negro gato
Eu sou um negro gato

Um dia lá no morro, pobre de mim
Queriam a minha pele, para tamborim
Apavorado desapareci no mato
Eu sou um negro gato
Eu sou um negro gato

Sete vidas tenho para viver
Sete chances tenho para vencer
Mas se não comer, acabo no buraco
Eu sou um negro gato
Eu sou um negro gato

Um dia lá no morro, pobre de mim
Queriam a minha pele, para tamborim
Apavorado desapareci no mato
Eu sou um negro gato
Eu sou um negro gato

Eu sou um negro gato
Eu sou um negro gato

Eu sou um negro gato
Eu sou um negro gato

Eu sou um negro gato
Eu sou um negro gato

(Letra da música "Negro Gato" do Roberto Carlos e Erasmo Carlos)

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Igreja

Igreja
Brasil, Paraná, Tibagi
Foto de Zé Paulo
Interior da Igreja acima
Perdão

Aqui me tens, meu Deus, em confissão.
Não roubei. Não matei. Não caluniei.
Mas nem sempre segui a tua lei,
nem sempre fui irmã do meu irmão.

Não recusei aos outros meu pão.
Amor, algumas vêzes, recusei.
Mas por tudo o que dei e o que não dei.,
eu te peço, meu Deus, o meu perdão.

                                        Perdão para os meus pecados conscientes
                                        e para os meus pecados inocentes,
                                        para o mal que já fiz e ainda fizer...

                                         Perdão para esta culpa original,
                                         para êste longo e complicado mal:
                                         o crime sem perdão de ser mulher.

Fernanda de Castro
 (Lisboa, Portugal, 8 de Dezembro de 1900 – 19 de Dezembro de 1994)

Praia


Praia
Brasil, Paraná, Balneário de Ipanema
Foto de Zé Paulo

Liberdade

Aqui nesta praia onde
Não há nenhum vestígio de impureza,
Aqui onde há somente
Ondas tombando ininterruptamente,
Puro espaço e lúcida unidade,
Aqui o tempo apaixonadamente
Encontra a própria liberdade.
 
Sophia de Mello Breyner Andresen
(Porto, Portugal, 6 de Novembro de 1919 — Lisboa, Portugal, 2 de Julho de 2004)

sábado, 18 de junho de 2011

Viola no saco

Viola no saco
Brasil, Paraná, Curitiba
Foto de Zé Paulo
Dezembro/10


Senhor! De que valeu o Sacrifício?...

Quantos desejam, Senhor,
na calma de uns seios brandos
ter sonhos e ter amor...

Os que mendigam na vida
anseiam por ser meninos
e aninhar-se
- depois da faina de um dia, cansados já de ser homens -
junto dos seios de alguém.

Senhor! De que valeu o sacrifício,
se os seios não se abriram
nem se deram a ninguém!

Álvaro Feijó
(Viana de Castelo, Portugal, 5 de Junho de 1916 - Lisboa, Portugal, 9 de Março de 1941)

Tarifaço

Tarifaço
Brasil, Paraná, Curitiba.
Foto de Zé Paulo
Dezembro/10

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Mata Atlântica

Flores da Mata I
Brasil, Paraná, Morretes
Foto de Zé Paulo
Maio/11

Mata Atlântica

Bananeira
Brasil, Paraná, Morretes
Foto de Zé Paulo
Maio/11

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Mata Atlântica

Pequena bromélia
Brasil, Paraná, Morretes
Foto de Zé Paulo
Maio/11

Artista de rua...

Artista de rua...
Brasil, Paraná, Curitiba.
Foto de Zé Paulo
Fevereiro/11

terça-feira, 20 de julho de 2010

Flor do lago







Flôr do lago
Brasil, Santa Catarina, Penha (Parque Beto Carrero)
Foto de Filipe Lemos
Julho/10

Proteção





Proteção
Brasil, Santa Catarina, Barra Velha
Foto de Filipe Lemos
Julho/10

Nossa Senhora da Apresentação

O altar das vagas
o dossel a espuma!
Missas rezadas pelo vento,
ora pelos fiéis defuntos que se foram
noutras vagas.
Ora pelas barcaças que, uma a uma,
buscaram as sereias na distância
e se foram com elas.
Sôbre o altar, entre círios, que não são
os círios murchos das igrejas velhas
mas o lume de estrêlas,
ELA,
Nossa Senhora da Apresentação.
Aquela
que não tem mantos da côr do céu,
nem fios d'oiro nos cabelos,
nem anéis nos dedos;
aquela
que não traz um menino nos seus braços
porque os seios mirraram
e já não têm pão para lhe dar;
aquela
que tem o corpo negro e sujo
e os ossos a saltar
da pele
e dos rasgões da saia e do corpête;
Nossa Senhora da Apresentação
da Beira-Mar,
que tem capelas
em cada peito de marinheiro,
que morre e, num instante,
se renova
e que anda
quer nos engaços do sargaceiro
ou nas ganelas do pilado
e palhabotes da Terra Nova.
Aquela
a quem todos adora.
                                   Dos meninos
feitos nos intervalos das campanhas,
aos bichanos que limpam de cabeças
e tripas de pescado
as muralhas do cais.

O  dossel a espuma.
O altar das vagas
- e que altar enorme! -
Entre círios de estrêlas,
Nossa Senhora da Apresentação
e Justificação
- a Fome!

Alvaro Feijó
(Viana do Castelo, Portugal, 5 de Junho de 1916 - Lisboa, Portugal, 9 de Março de 1941)

Pedra Colorida




Pedra colorida
Brasil, Santa Catarina, Barra Velha
Foto de Filipe Lemos
Julho/10

Palmeira




Palmeira
Brasil, Santa Catarina, Barra Velha
Foto de Filipe Lemos
Julho/10

A espera





A espera
Brasil, Santa Catarina, Piçarras
Foto de Filipe Lemos
Julho/10

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Salmo 23

Salmo 23
"Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranqüilas"
Brasil, Santa Catarina, Piçarras
Foto de Zé Paulo
Julho/10

Com gaivotas...

Com gaivotas...
Brasil, Santa Catarina, Piçarras
Foto de Zé Paulo
Julho/10

domingo, 18 de julho de 2010

Ilha Canasvieira, iluminada em tempo nublado.

Ilha Canasvieira, iluminada em tempo nublado.
Brasil, Santa Catarina, Barra Velha
Foto de Zé Paulo
Julho/10

Praia sem luz

Praia sem luz
Brasil, Santa Catarina - Piçarras
Foto de Zé Paulo
Julho/10



Impossível compor um poema a essa altura da evolução da humanidade.
Impossível escrever um poema - uma linha que seja - de verdadeira poesia.
O último trovador morreu em 1914.
Tinha um nome de que ninguém se lembra mais.

Há máquinas terrivelmente complicadas para as necessidades mais simples.
Se quer fumar um charuto aperte um botão.
Paletós abotoam-se por eletricidade.
Amor se faz pelo sem-fio.
Não precisa estômago para digestão.

Um sábio declarou a O Jornal que ainda falta
muito para atingirmos um nível razoável de
cultura. Mas até lá, felizmente, estarei morto.

Os homens não melhoram
e matam-se como percevejos.
Os percevejos heróicos renascem.
Inabitável, o mundo é cada vez mais habitado.
E se os olhos reaprendessem a chorar seria um segundo dilúvio.

                                             (Desconfio que escrevi um poema.)

Carlos Drummond de Andrade
(Itabira, Brasil, 31 de Outubro de 1902, Rio de Janeiro, Brasil, 17 de Agosto de 1987)



Passeio


Passeio
Brasil, Paraná- Curitiba
Foto de Zé Paulo
Julho/10

Feras à janela

Feras à janela
Brasil, Paraná - Curtiba
Foto de Zé Paulo
Julho/10